25 julho 2011
24 junho 2011
EXISTE COISA MAIS CHATA DO QUE GENTE CHATA?
Eu na verdade tenho um enorme compromisso com dezenas de pessoas, milhares talvez, que leem meus livros (ja foram mais de 13 mil exemplares espalhados ao léu), as dezenas que me ouvem na igeja do Grajaú semanalmente, e a soma de milhares que me ouvem por onde vou durante o ano.
Portanto, sempre penso no que escrevo, nao gosto de dar munição ao inimigo, nem mesmo de escandalizar os não tão amigos. POrque amigos mesmo, não se escandalizam.
03 junho 2011
A PL 122, OS EVANGÉLICOS E A SOCIEDADE

A PL 122 não é uma lei que apenas atinge igrejas e pastores, atinge toda a sociedade civil. Duvido que jornalistas que tanto defendem o direito gay, ficarão felizes em não poder dar nenhuma nota que soe difamatória. Duvido também que os humoristas, que já não ficaram felizes, quando foram impedidos de fazer piada com os candidatos a presidencia da república, não poderem mais fazer suas piadas de "boiolas", como gostam, ja que elas fazem mais de 50% de todas as suas piadas.
Esta não é uma discussão religiosa. Ontem, ou antes de ontem, um grupo de gays foi rasgar e queimar a Bíblia! Bobagem.
Cada um na sua. Cada um faz com o corpo o que bem entende. Nem eu, pastor, nem ninguém tem o direito de dizer o que o outro deve fazer consigo mesmo.
CONTUDO, CONTUDO, CONTUDO, por favor, me deem o direito de dizer que não gosto das gayzisses dos gays, não gosto das "frangas" que eles soltam, não gostaria que meu filho fosse criado por uma babá gay, como os gays tem TODO o direito de não querer que seus "filhos" sejam criados por pastores.
NÃO me tirem o direito de fazer piada sobre qualquer coisa na vida. Até porque, DUVIDO, que deixarão de falar de pastores.
Então, a PL 122, por tudo que ela, subliminarmente sugere, digo não a ela. O direito e ir e vir, e fazer com o seu corpo o que quiser é inviolável. Cada um assuma a responsabilidade de usar o corpo como bem entender.
03 maio 2011
CARTA AO SILAS MALAFAIA
Prezado Silas Malafaia,
O senhor sempre foi tratado com respeito pelos membros das igrejas evangélicas, no entanto, ultimamente o senhor tem tomado atitudes que nos tem feito ruburizar de vergonha.
Lembro com saudosismo que antigamente o senhor usava do seu programa de TV para evangelizar aqueles que não conheciam a Cristo, além de combater alguns desvios teológicos da igreja evangélica brasileira. Foi assim por exemplo com os "gedozistas" que teimavam em ensinar um evangelho diferente do Evangelho da Salvação Eterna ou com os teólogos da prosperidade que comecializavam as bençãos do nosso Senhor. No entanto, pelo que vemos o senhor mudou radicalmente.
Prezado Silas, diante do exposto sou obrigado a confessar que estou assustado com o seu comportamento! Se não bastasse a venda da unção da prosperidade por R$ 900,00, eis que o senhor lança em Rede de TV, uma nova campanha ungida, cujo protagonista é o "profeteiro" Mike Murdock que promete prosperidade através de singelas contribuições de R$ 1.000,00.
Caro (bota caro nisso) Silas Malafaia, diante deste vergonhoso ato eu lhe afirmo que não desejo a sua unção financeira. Eu não almejo essa espúria unção da prosperidade. Eu não quero esse evangelho manipulador que tira dinheiro do bolso dos meus irmãos.
Prezado Silas, lamento lhe informar, mas eu não vou semear ofertas de R$ 1.000,00 em troca de bênçãos de prosperidade. Eu não desejo esse evangelho cabalístico e cheio de números. Eu não almejo a unção especial da prosperidade de homens que só falam em dinheiro. Eu não quero o enriquecimento mediante as ofertas do povo de Deus.
Afortunado evangelista, tenho certeza de que você bem sabe que este não é, nunca foi e jamais será o evangelho do Senhor. aliás, vamos combinar uma coisa? Chega desta palhaçada, nós não suportamos mais ver o comércio do nome de Deus, antes pelo contrário, desejamos ver neste imenso país o evangelho vivido e pregado por Lutero, Calvino, Jonathan Edwards, John Wesley, Spurgeon, Lloyd Jones entre tantos outros mais, sendo pregado de forma eficaz.
Prezado Silas, isto posto, oro ao Senhor nosso Deus pedindo a Ele que tenha misericóridia da sua vida e que por sua graça o reconduza novamente aos valores inegociáveis da sã doutrina!
Arrependa-se enquanto ainda é possível!
01 abril 2011
TEMA: DESIGREJADOS!!!
Os Desigrejados
Por Augustus Nicodemus Lopes
Para mim resta pouca dúvida de que a igreja institucional e organizada está hoje no centro de acirradas discussões em praticamente todos os quartéis da cristandade, e mesmo fora dela. O surgimento de milhares de denominações evangélicas, o poderio apostólico de igrejas neopentecostais, a institucionalização e secularização das denominações históricas, a profissionalização do ministério pastoral, a busca de diplomas teológicos reconhecidos pelo estado, a variedade infindável de métodos de crescimento de igrejas, de sucesso pastoral, os escândalos ocorridos nas igrejas, a falta de crescimento das igrejas tradicionais, o fracasso das igrejas emergentes – tudo isto tem levado muitos a se desencantarem com a igreja institucional e organizada. Alguns simplesmente abandonaram a igreja e a fé. Mas, outros, querem abandonar apenas a igreja e manter a fé. Querem ser cristãos, mas sem a igreja. Muitos destes estão apenas decepcionados com a igreja institucional e tentam continuar a ser cristãos sem pertencer ou frequentar nenhuma. Todavia, existem aqueles que, além de não mais frequentarem a igreja, tomaram esta bandeira e passaram a defender abertamente o fracasso total da igreja organizada, a necessidade de um cristianismo sem igreja e a necessidade de sairmos da igreja para podermos encontrar Deus. Estas idéias vêm sendo veiculadas através de livros, palestras e da mídia. Viraram um movimento que cresce a cada dia. São os desigrejados. Muitos livros recentes têm defendido a desigrejação do cristianismo (*). Em linhas gerais, os desigrejados defendem os seguintes pontos.
1) Cristo não deixou qualquer forma de igreja organizada e institucional.
2) Já nos primeiros séculos os cristãos se afastaram dos ensinos de Jesus, organizando-se como uma instituição, a Igreja, criando estruturas, inventando ofícios para substituir os carismas, elaborando hierarquias para proteger e defender a própria instituição, e de tal maneira se organizaram que acabaram deixando Deus de fora. Com a influência da filosofia grega na teologia e a oficialização do cristianismo por Constantino, a igreja corrompeu-se completamente.
3) Apesar da Reforma ter se levantado contra esta corrupção, os protestantes e evangélicos acabaram caindo nos mesmíssimos erros, ao criarem denominações organizadas, sistemas interligados de hierarquia e processos de manutenção do sistema, como a disciplina e a exclusão dos dissidentes, e ao elaborarem confissões de fé, catecismos e declarações de fé, que engessaram a mensagem de Jesus e impediram o livre pensamento teológico.
4) A igreja verdadeira não tem templos, cultos regulares aos domingos, tesouraria, hierarquia, ofícios, ofertas, dízimos, clero oficial, confissões de fé, rol de membros, propriedades, escolas, seminários.
5) De acordo com Jesus, onde estiverem dois ou três que crêem nele, ali está a igreja, pois Cristo está com eles, conforme prometeu em Mateus 18. Assim, se dois ou três amigos cristãos se encontrarem no Frans Café numa sexta a noite para falar sobre as lições espirituais do filme O Livro de Eli, por exemplo, ali é a igreja, não sendo necessário absolutamente mais nada do tipo ir à igreja no domingo ou pertencer a uma igreja organizada.
6) A igreja, como organização humana, tem falhado e caído em muitos erros, pecados e escândalos, e prestado um desserviço ao Evangelho. Precisamos sair dela para podermos encontrar a Deus.
Eu concordo com vários dos pontos defendidos pelos desigrejados. Infelizmente, eles estão certos quanto ao fato de que muitos evangélicos confundem a igreja organizada com a igreja de Cristo e têm lutado com unhas e dentes para defender sua denominação e sua igreja, mesmo quando estas não representam genuinamente os valores da Igreja de Cristo. Concordo também que a igreja de Cristo não precisa de templos construídos e nem de todo o aparato necessário para sua manutenção. Ela, na verdade, subsistiu de forma vigorosa nos quatro primeiros séculos se reunindo em casas, cavernas, vales, campos, e até cemitérios. Os templos cristãos só foram erigidos após a oficialização do Cristianismo por Constantino, no séc. IV. Os desigrejados estão certos ao criticar os sistemas de defesa criados para perpetuar as estruturas e a hierarquia das igrejas organizadas, esquecendo-se das pessoas e dando prioridade à organização. Concordo com eles que não podemos identificar a igreja com cultos organizados, programações sem fim durante a semana, cargos e funções como superintendente de Escola Dominical, organizações internas como uniões de moços, adolescentes, senhoras e homens, e métodos como células, encontros de casais e de jovens, e por ai vai. E também estou de acordo com a constatação de que a igreja institucional tem cometido muitos erros no decorrer de sua longa história. Dito isto, pergunto se ainda assim está correto abandonarmos a igreja institucional e seguirmos um cristianismo em vôo solo. Pergunto ainda se os desigrejados não estão jogando fora o bebê junto com a água suja da banheira. Ao final, parece que a revolta deles não é somente contra a institucionalização da igreja, mas contra qualquer coisa que imponha limites ou restrições à sua maneira de pensar e de agir. Fico com a impressão que eles querem se livrar da igreja para poderem ser cristãos do jeito que entendem, acreditarem no que quiserem – sendo livres pensadores sem conclusões ou convicções definidas – fazerem o que quiserem, para poderem experimentar de tudo na vida sem receio de penalizações e correções. Esse tipo de atitude anti-instituição, antidisciplina, anti-regras, anti-autoridade, antilimites de todo tipo se encaixa perfeitamente na mentalidade secular e revolucionária de nosso tempo, que entra nas igrejas travestida de cristianismo. É verdade que Jesus não deixou uma igreja institucionalizada aqui neste mundo. Todavia, ele disse algumas coisas sobre a igreja que levaram seus discípulos a se organizarem em comunidades ainda no período apostólico e muito antes de Constantino.
1) Jesus disse aos discípulos que sua igreja seria edificada sobre a declaração de Pedro, que ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.15-19). A igreja foi fundada sobre esta pedra, que é a verdade sobre a pessoa de Jesus (cf. 1Pd 2.4-8). O que se desviar desta verdade – a divindade e exclusividade da pessoa de Cristo – não é igreja cristã. Não admira que os apóstolos estivessem prontos a rejeitar os livre-pensadores de sua época, que queriam dar uma outra interpretação à pessoa e obra de Cristo diferente daquela que eles receberam do próprio Cristo. As igrejas foram instruídas pelos apóstolos a rejeitar os livre-pensadores como os gnósticos e judaizantes, e libertinos desobedientes, como os seguidores de Balaão e os nicolaítas (cf. 2Jo 10; Rm 16.17; 1Co 5.11; 2Ts 3.6; 3.14; Tt 3.10; Jd 4; Ap 2.14; 2.6,15). Fica praticamente impossível nos mantermos sobre a rocha, Cristo, e sobre a tradição dos apóstolos registrada nas Escrituras, sem sermos igreja, onde somos ensinados, corrigidos, admoestados, advertidos, confirmados, e onde os que se desviam da verdade apostólica são rejeitados.
2) A declaração de Jesus acima, que a sua igreja se ergue sobre a confissão acerca de sua Pessoa, nos mostra a ligação estreita, orgânica e indissolúvel entre ele e sua igreja. Em outro lugar, ele ilustrou esta relação com a figura da videira e seus galhos (João 15). Esta união foi muito bem compreendida pelos seus discípulos, que a compararam à relação entre a cabeça e o corpo (Ef 1.22-23), a relação marido e mulher (Ef 5.22-33) e entre o edifício e a pedra sobre o qual ele se assenta (1Pd 2.4-8). Os desigrejados querem Cristo, mas não querem sua igreja. Querem o noivo, mas rejeitam sua noiva. Mas, aquilo que Deus ajuntou, não o separe o homem. Não podemos ter um sem o outro.
3) Jesus instituiu também o que chamamos de processo disciplinar, quando ensinou aos seus discípulos de que maneira deveriam proceder no caso de um irmão que caiu em pecado (Mt 18.15-20). Após repetidas advertências em particular, o irmão faltoso, porém endurecido, deveria ser excluído da “igreja” – pois é, Jesus usou o termo – e não deveria mais ser tratado como parte dela (Mt 18.17). Os apóstolos entenderam isto muito bem, pois encontramos em suas cartas dezenas de advertências às igrejas que eles organizaram para que se afastassem e excluíssem os que não quisessem se arrepender dos seus pecados e que não andassem de acordo com a verdade apostólica. Um bom exemplo disto é a exclusão do “irmão” imoral da igreja de Corinto (1Co 5). Não entendo como isto pode ser feito numa fraternidade informal e livre que se reúne para bebericar café nas sextas à noite e discutir assuntos culturais, onde não existe a consciência de pertencemos a um corpo que se guia conforme as regras estabelecidas por Cristo.
4) Jesus determinou que seus seguidores fizessem discípulos em todo o mundo, e que os batizassem e ensinassem a eles tudo o que ele havia mandado (Mt 28.19-20). Os discípulos entenderam isto muito bem. Eles organizaram os convertidos em igrejas, os quais eram batizados e instruídos no ensino apostólico. Eles estabeleceram líderes espirituais sobre estas igrejas, que eram responsáveis por instruir os convertidos, advertir os faltosos e cuidar dos necessitados (At 6.1-6; At 14.23). Definiram claramente o perfil destes líderes e suas funções, que iam desde o governo espiritual das comunidades até a oração pelos enfermos (1Tm 31-13; Tt 1.5-9; Tg 5.14).
5) Não demorou também para que os cristãos apostólicos elaborassem as primeiras declarações ou confissões de fé que encontramos (cf. Rm 10.9; 1Jo 4.15; At 8.36-37; Fp 2.5-11; etc.), que serviam de base para a catequese e instrução dos novos convertidos, e para examinarem e rejeitarem os falsos mestres. Veja, por exemplo, João usando uma destas declarações para repelir livre-pensadores gnósticos das igrejas da Ásia (2Jo 7-10; 1Jo 4.1-3). Ainda no período apostólico já encontramos sinais de que as igrejas haviam se organizado e estruturado, tendo presbíteros, diáconos, mestres e guias, uma ordem de viúvas e ainda presbitérios (1Tm 3.1; 5.17,19; Tt 1.5; Fp 1.1; 1Tm 3.8,12; 1Tm 5.9; 1Tm 4.14). O exemplo mais antigo que temos desta organização é a reunião dos apóstolos e presbíteros em Jerusalém para tratar de um caso de doutrina – a inclusão dos gentios na igreja e as condições para que houvesse comunhão com os judeus convertidos (At 15.1-6). A decisão deste que ficou conhecido como o “concílio de Jerusalém” foi levada para ser obedecida nas demais igrejas (At 16.4), mostrando que havia desde cedo uma rede hierárquica entre as igrejas apostólicas, poucos anos depois de Pentecostes e muitos anos antes de Constantino.
6) Jesus também mandou que seus discípulos se reunissem regularmente para comer o pão e beber o vinho em memória dele (Lc 22.14-20). Os apóstolos seguiram a ordem, e reuniam-se regularmente para celebrar a Ceia (At 2.42; 20.7; 1Co 10.16). Todavia, dada à natureza da Ceia, cedo introduziram normas para a participação nela, como fica evidente no caso da igreja de Corinto (1Co 11.23-34). Não sei direito como os desigrejados celebram a Ceia, mas deve ser difícil fazer isto sem que estejamos na companhia de irmãos que partilham da mesma fé e que crêem a mesma coisa sobre o Senhor. É curioso que a passagem predileta dos desigrejados – “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20) – foi proferida por Jesus no contexto da igreja organizada. Estes dois ou três que ele menciona são os dois ou três que vão tentar ganhar o irmão faltoso e reconduzi-lo à comunhão da igreja (Mt 18.16).
Ou seja, são os dois ou três que estão agindo para preservar a pureza da igreja como corpo, e não dois ou três que se separam dos demais e resolvem fazer sua própria igrejinha informal ou seguir carreira solo como cristãos.
O meu ponto é este: que muito antes do período pós-apostólico, da intrusão da filosofia grega na teologia da Igreja e do decreto de Constantino – os três marcos que segundo os desigrejados são responsáveis pela corrupção da igreja institucional – a igreja de Cristo já estava organizada, com seus ofícios, hierarquia, sistema disciplinar, funcionamento regular, credos e confissões. A ponto de Paulo se referir a ela como “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15) e o autor de Hebreus repreender os que deixavam de se congregar com os demais cristãos (Hb 10.25).
O livro de Atos faz diversas menções das “igrejas”, referindo-se a elas como corpos definidos e organizados nas cidades (cf. At 15.41; 16.5; veja também Rm 16.4,16; 1Co 7.17; 11.16; 14.33; 16.1; etc. – a relação é muito grande). No final, fico com a impressão que os desigrejados, na verdade, não são contra a igreja organizada meramente porque desejam uma forma mais pura de Cristianismo, mais próxima da forma original – pois esta forma original já nasceu organizada e estruturada, nos Evangelhos e no restante do Novo Testamento. Acho que eles querem mesmo é liberdade para serem cristãos do jeito deles, acreditar no que quiserem e viver do jeito que acham correto, sem ter que prestar contas a ninguém.
Pertencer a uma igreja organizada, especialmente àquelas que historicamente são confessionais e que têm autoridades constituídas, conselhos e concílios, significa submeter nossas idéias e nossa maneira de viver ao crivo do Evangelho, conforme entendido pelo Cristianismo histórico. Para muitos, isto é pedir demais. Eu não tenho ilusões quanto ao estado atual da igreja. Ela é imperfeita e continuará assim enquanto eu for membro dela. A teologia Reformada não deixa dúvidas quanto ao estado de imperfeição, corrupção, falibilidade e miséria em que a igreja militante se encontra no presente, enquanto aguarda a vinda do Senhor Jesus, ocasião em que se tornará igreja triunfante. Ao mesmo tempo, ensina que não podemos ser cristãos sem ela.
Que apesar de tudo, precisamos uns dos outros, precisamos da pregação da Palavra, da disciplina e dos sacramentos, da comunhão de irmãos e dos cultos regulares. Cristianismo sem igreja é uma outra religião, a religião individualista dos livre-pensadores, eternamente em dúvida, incapazes de levar cativos seus pensamentos à obediência de Cristo.
30 março 2011
JOSE DE ALENCAR E A VIDA COMO DEVE SER
02 março 2011
Um prejuízo, triplo! Uma escolha errada.
25 fevereiro 2011
Ainda sobre Davi
22 fevereiro 2011
por quê?
Uma mulher simples, já em sua 8a década, entrou em minha sala, hoje a tarde, para me dizer o que creditou a Davi este título. E você o que acha? Depois da sua opiniao, direi o que penso sobre o grande Rei de Israel.
07 dezembro 2010
LEIAM ATÉ O FINAL, SE TIVEREM ESTÔMAGO!
Eu tive que digerir depressa demais o amontoado de quesitos que a Visão Celular possuía, parecia que tinha mudado de planeta e precisava aprender o novo dialeto local, e urgente, para conseguir me adaptar.
Ganhar / consolidar / discipular / enviar, almas / células/ famílias, Peniel, Iaweh Shamá, honra, conquista, ser modelo, unção apostólica, atos proféticos, mãe de multidões, pai de multidões, conquista da nação, mover celular, riquezas, nobreza, encontro, reencontro, encontros de níveis, resgatão, Israel, festas bíblicas, atos proféticos, congressos, redes, evento de colheita, prosperidade, recompensa, multidão, confronto, primeira geração dos 12, segunda geração dos 12, toque do shofar, cobertura espiritual, resultado, resultado, resultado, etc...
Era início do ano de 2002 quando fomos a Manaus, eu e meu marido, para recebermos legitimidade, enquanto segunda geração dos 12 do Apóstolo Renê Terra Nova no estado de São Paulo.As exigências eram muitas e muito caras:
Compra do boton sacerdotal num valor absurdo.
Hospedagem obrigatória no Tropical Manaus, luxuoso resort ecológico, às margens do Rio Negro, não um dos mais caros, mas “O” mais caro de Manaus (conheci Pastores que venderam as calças para pagar 2 diárias no tal resort e outros que deixaram a família sem alimentos para entrar na fila dos zumbis apostólicos, num Thriller nada profético).
Trajes de gala Hollywoodianos.
Participação obrigatória num jantar caro da preula após a cerimônia, tendo como ilustre batedor de bóia nada menos que o Apóstolo Renê e seus cupinchas.
Tudo isso para ter a suprema dádiva de receber a imposição de mãos do homem, com direito a empurradinha na oração de legitimação e tudo ( uhuu!).
Nem mesmo em festa de socialite se vê exageros tão grandes em termos de exibição de jóias, carros, roupas de grife e todo tipo de ostentação escandalosa.
Hoje, sem a cachaça da massificação na cabeça, sinto vergonha e fico imaginando como Jesus seria tratado no meio daquela pastorada.
Ele chegaria com sandálias de couro, roupa comum, jeito simples, não lhe chamariam para ser honrado, nem tampouco perguntariam quem é o dono da cobertura dele , pois deduziriam que certamente dali ele não era.
Estive envolvida até a cabeça – porém não até a alma – na Visão Celular durante quase 5 anos, em todas as menores exigências fui a melhor e na inspiração do que disse Paulo "...segundo a justiça que há na lei dos Terra Nova, irrepreensível."
Entreguei submissão cega às sempre inquestionáveis colocações e desafios do líder, sob pena de ser rebelde e fui emburrecendo espiritualmente.
Me pergunto sempre por que entrei nisso tudo e depois que este artigo terminar talvez você me pergunte o mesmo, mas minha resposta tem sempre as mesmas certezas:
--> Todos nós precisamos amadurecer e, enquanto isso não acontece, muitas propostas vêm de encontro às fraquezas que possuímos e que ainda não foram resolvidas dentro de nós.
A partir da minha experiência pude enxergar as três principais molas propulsoras que fazem funcionar toda essa engrenagem:
1) A lavagem cerebral
A definição mais simples para lavagem cerebral é “conjunto de técnicas que levam ao controle da mente; doutrinação em massa”.
Em todas as etapas da Visão Celular se pode ver nitidamente vários mecanismos de indução, meios de trabalhar fortemente as emoções onde o resultado progressivo desta condição mental é prejudicar o julgamento e aumentar a sugestibilidade.
Os métodos coercivos de convencimento, os treinamentos intensos e cansativos que minam a autonomia do indivíduo, os discursos inflamados, as músicas repetitivas e a oratória cuidadosamente persuasiva são recursos que hoje reconheço como técnicas de lavagem cerebral, onde há mudanças comportamentais gradativas e por vezes irreversíveis.
2) Grandezas diretamente proporcionais
O Silvio Santos manauara é uma incógnita.Se em por um lado ele é duro e autoritário, noutro ele é engraçado, carismático e charmoso. Num dos Congressos em Manaus, me levantei da cadeira para tirar uma foto dele, que imediatamente parou a ministração e me chamou lá na frente. Atravessei o enorme salão com o rosto queimando, certa de que iria passar a maior vergonha de toda a minha vida, que o “ralo” seria na presença de milhares de pessoas e até televisionado.Quando me aproximei não sabia se o chamava de Pastor, Apóstolo, Doutor, Sua Santidade ou Alteza, mas para minha surpresa ele abriu um sorriso de orelha a orelha e fez pose, dizendo que a foto sairia bem melhor de perto. A reunião veio abaixo, claro, todos riam e aplaudiam aquele ser tão acessível e encantador.
Acontecimentos assim, somados à esperta e poderosa estratégia de marketing que Terra Nova usa para transmitir suas idéias, atraem para ele quatro tipos de pessoas:
As carentes de uma figura forte (o povo simples que chora ao chamá-lo de pai).
As que desejam aprender o modelo para utiliza-los em seus próprios ministérios falidos.
Aquelas que desejam viver uma espécie de comensalismo espiritual, que vivem de abrir e fechar notebooks para ele pregar, ganhando transporte e restos alimentares em troca, as rêmoras da Visão.
As sadomasoquistas espirituais. É tanta punição, tanto sacrifício, tanta submissão, que fica óbvio que muita gente se adapta a esse modelo porque gosta de sofrer. As interpretações enfermas do tipo “hoje eu levei um peniel do meu discipulador, então me agüentem que lá vou eu ensinar o que aprendi.”, eram a tônica das ministrações.
Pode acreditar que essas quatro classes de pessoas representam a grande maioria.
3) A concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida
O conceito da Visão Celular mexe demais com o ego, é sedutor, encantador, promissor, põe a imaginação lá no topo, puro glamour. A ganância que existe dentro do ser humano é o tapete vermelho por onde a desgraça caminha. Essa tem sido uma das causas pela queda de tantos e tantos pastores, por causa das promessas de sucesso rápido e infalível.
Renê não sabe com quem está lidando, mas é com gente!
Ele talvez ignore (não que ele seja ignorante) que cada ser humano é um universo e que as informações vão reproduzir respostas completamente inesperadas em cada um.
EU ASSISTI, na terra do Terra Nova, o “tristemunho” de uma discipuladora que, para confrontar e educar uma discípula, havia chegado à loucura de bater nela, para que a mesma parasse de falar em morrer. Esse é o argumento dos incapazes, dos que não conseguem levar cada triste, cada suicida ou deprimido às garras da graça de Cristo, mas que querem se fazer os solucionadores das misérias do povo.
Eu tenho até hoje péssimas colheitas dessa péssima semeadura, assumo meus erros e me arrependo profundamente de cada um deles:
Quase perdi Jesus de vista
Minha família ficou relegada ao que sobrava de mim.
Minha filha mais velha, hoje com 23 anos, demorou um bom tempo para me perdoar por eu ter repartido a maternidade com tantas sanguessugas que me usavam para satisfazer sua sede de poder.
Minha mãe teve dificuldade para se abrir comigo durante muito tempo porque, segundo ela, só conseguia me ver como a Pastora dura e ditadora. Tenho lutado diariamente para que ela me veja somente como filha.
Fui responsável por manter minha Igreja em regime escravo (mesmo que isso estivesse numa embalagem maravilhosa), por ajudar a alimentar a ganância de muitos, por não guardá-los dessa loucura.
Colaborei com a neurotização da fé de muitos, por causa da perseguição desenfreada pela perfeição e por uma santidade inalcançável.
Fiquei neurótica eu mesma, precisando lançar mão de ajuda psicológica devido a crises interiores inenarráveis, ao passo que desenvolvia uma doença psíquica de esgotamento chamada Síndrome de Burnout*, hoje sob controle.
Vendi a idéia da aliança incondicional do discípulo com o discipulador, afastando sutilmente as pessoas da dependência de Deus.
Invadi a vida de muitos a título de discipulado, cuidando até de quantas relações sexuais as discípulas tinham por semana, sem que isso causasse ofensa ou espanto.
Opinei sobre o que o discípulo deveria comprar ou não, tendo “direito” de vetar o que não achasse conveniente. A menor sombra de discordância por parte do discípulo era imediatamente reprimida, sem qualquer respeito. Quando isso acontecia os demais tomavam como exemplo e evitavam contrariar o líder.
Aceitei que fosse tirada do povo a única diretriz eficaz contra as ciladas do diabo: a Bíblia. Não que ela não fosse utilizada, mas isso era feito de forma direcionada, para fortalecer os conceitos da Visão. Paramos de estudar assuntos que traziam crescimento para nos tornarmos robôs de uma linha de montagem, manipuláveis, dogmatizados.
Fomentei a disputa de poder entre os irmãos ignorando os sentimentos dos que iam ficando para trás.
Perdi amigos amados e sofri demais com estas perdas. Alguns criaram um abismo de medo, que é o de quem nunca sabe se vai ganhar um carinho ou um tapa, um elogio ou um peniel, mas sei que esse estigma está indo embora cada vez mais rápido. Outros me abandonaram porque não aceitaram uma Pastora normal, falível e frágil. Eles queriam a outra, a deusa, aquela que alimentava neles a fome por ídolos particulares.
Dentro da Visão, nossa Igreja esteve entre as que mais cresceram e deram certo na região, mas desistimos porque, acima de todo homem e todo método, somos escravos de Cristo.
Talvez o mais difícil tenha sido a transição do meu eu, a briga daquilo que eu era com o que sou hoje até que se estabelecesse Cristo em mim, esperança da glória.
Prossigo, perdoada pelo meu Senhor, tomando minhas doses diárias de Graçamicina, recriando meu jeito de me relacionar e compreender mais as falhas alheias e as minhas próprias.
Prossigo, reaprendendo a orar e adorar em silêncio, livre dos condicionamentos, admitindo meus cansaços, me permitindo não ser infalível, sendo apenas gente...Pastoragente!
Roselaine Perez, a pastoragente para o Genizah
* SÍNDROME DE BURNOUT:Distúrbio psíquico, de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso.Se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). Resultado de um esforço extremo, um desgaste onde o paciente se consome física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e intolerante, com predileção para aqueles que mantêm uma relação constante e direta com atividades de ajuda. Ocorre geralmente em pessoas altamente motivadas, que sentem uma discrepância entre aquilo que investem e aquilo que recebem.
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/11/uma-sobrevivente-da-visao-celular-de.html#ixzz17QovtASD Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike
29 outubro 2010
Que tipo de evangelho fará diferença nestes dias?
Que tipo de evangelho fará realmente a grande diferença nestes dias, tão difíceis, de questionamentos novos e antigos.
Digo isso porque recentemente fui entrevistado por um jornal, querendo saber minha opinião sobre o alinhamento dos planetas, que segundo a ciência, ocorrerá em 2012. Contudo, fui questionado por membros da minha congregação sobre bebidas e tatuagens. Temas novos e antigos, que povoam, com naturalidade, a mente de todos.
Que evangelho responderá a estes anseios, que tipo de pregação se somará às muitas respostas possíveis?
Creio que não passou o tempo de dizer a verdade. Ela é. Ela sempre será. Jesus afirmou, categoricamente, ser a verdade (João 14.6). Isso indica que não temos uma segunda opção, Ele não é, nem jamais será uma das verdades. Portanto, se queríamos uma resposta sobre o que falar, falemos a verdade, e as verdades de Deus precisam ser conhecidas de todos.
A segunda questão, é que tipo de Igreja, as pessoas que procuram a verdade estão desejando.
Aí sim, estou cada mais convencido que as pessoas estão cansadas do modelo religioso de ser igreja, que há dezenas de gerações povoam o universo imaginário de tantos.
Aquela igreja de todos os domingos, aquela igreja de atividades marcadas pelos seus departamentos, aquela igreja em que as pessoas brigam porque não vêem ao ensaio e outras brigam porque erraram no ensaio, e outras brigam porque querem ser as "gerentes" universais do grande "berçário" que tornou-se algumas congregações, esta igreja, ninguém mais deseja, pelo menos ninguém que queira ter suas perguntas respondidas com sinceridade.
Igreja precisa, hoje e cada vez mais, ser humanizada. Precisa olhar para as pessoas, para os pequenos encontros, para os relacionamentos mais próximos e relevantes. Comunidades precisam abrir seus templos, não somente para cultos, mas para descobrirem o prazer de servir as pessoas, através dos trabalhos comunitários.
A igreja de hoje precisa descobrir a alegria da sala de estar de seus membros, onde regados a um chá com torradas, é possível falar das lutas da vida, sem serem travados pelo relógio apressado de uma liturgia fria.
As pessoas estão procurando uma igreja, formada por gente, capaz de ser gente para quem precisa de gente. A cada dia mais os templos vão se tornando apenas um aliado, uma ferramenta, e nada mais.
O evangelho que as pessoas precisam e que fará toda a diferença em suas vidas, fala exatamente disso, de vida. Não fala de dinheiro, de bens, de bençãos, nem de trocas com Deus, mas sim de vida, e vida em abundância.
As igrejas que as pessoas desejam é pintada com cor de gente, decorada por relacionamentos fraternos e cada vez mais pessoais. Nem precisa ser no templo, pode ser na mesa de uma cafeteria qualquer da cidade, no fim da tarde, num espaço pequeno, mas aconchegante, capaz de promover o que mais faz uma igreja saudável: seus relacionamentos.
18 outubro 2010
Da série perguntar não ofende
12 outubro 2010
Alguns chamarão a alegria dos crentes...
Eu infelizmente, serei obrigado a dizer que faz parte da agenda gordíssima de esquisitices de alguns "crentes".
Agora veja você: Michael Jackson não morreu, como pensavam muitos da teoria da conspiração, engordou, virou crente, anda de terno e ainda diz que é pastor. Quem, digam-me, quem merece isso?
17 setembro 2010
abuso espiritual, que coisa é essa?
Isto existe desde que o mundo é mundo. É verdade, sei, entretanto, quero juntar minha voz, as de milhares que durante muitos anos foram chamados de frios e incrédulos, diante da "obra de Deus", acusando alguns "espirituais" de charlatões da fé.
E são. Falsos são. Incrédulos, são. Ateus, são.
Não tenho medo de errar, que algumas pessoas tem usado e ab-usado do nome de DEus para terem posiçao, poder, riqueza e algo mais, que prefiro não mencionar.
03 setembro 2010
VIDEO PASCOAL PIRAGINE E CARTA ABERTA EM RESPOSTA
Com autorização e visando prestar um benefício ao processo democrático do nosso país, publico a carta que segue, referente ao discurso do Pr. Paschoal Piragine, conforme vídeo publicado no post seguinte a este.
01/09/2010
Prezado Pr. Paschoal Piragine,
Sou membro da Segunda Igreja Batista do Plano Piloto, trabalho na Câmara dos
Deputados a sete anos e tenho acompanhado o PT, o governo federal e os projetos
relacionados com as questões ligadas a sexualidade. Tivemos acesso ao vídeo1 onde o
senhor se pronuncia contra o PT e diante dele gostaria de fazer alguns questionamentos.
Entendo que faz parte do jogo democrático se falar mal de partidos políticos e até
mesmo orientar de que não se vote em nenhum dos candidatos ligados a ele. A questão
aqui não é a oposição ao PT, pois ela existe e é natural. A questão é sobre a veracidade
do conteúdo dessa oposição.
Não conheço o Pastor, mas o tenho como uma pessoa integra e que esteja considerando
que as informações que possui contra o PT sejam realmente verdadeiras. Entretanto
trata-se de afirmações que não correspondem com a realidade.
No dia do culto gravado foi mostrado para igreja um vídeo falando de aborto, pedofilia,
homossexualismo, dentre outros temas e no final o pastor fala que:
“Há um partido político que fechou questão sobre esse assunto, o partido político que é o PT de nosso presidente, em seu congresso desse ano, ele, no seu congresso geral, quando eles indicam seus deputados, ele fechou questão sobre essas questões. Ou seja, se um
deputado, se um senador do PT, se ele votar contra, de acordo com sua consciência, contra qualquer uma dessas leis, ele é expulso do partido.
Já dois deputados federais foram expulsos do PT, por se manifestarem contra o aborto. Isso fez com que a igreja católica se
manifestasse publicamente, por que eles estavam ligados a igreja católica, junto ao PT, e se manifestarem contra, e por isso foram expulso do partido. E a igreja católica então emitiu nota pública dizendo: olha não votem em ninguém do PT. Eu diria para você a mesma coisa.
Algumas pessoas não vão gostar do que eu estou falando, mas estou falando bem claramente. Porque quando não se pode votar com a consciência, não adianta votar em pessoas, porque o partido já fechou questão.
Se você entrar no site do governo federal e pegar lá o Projeto Nacional de Direitos Humanos 3, você vai encontrar todas as propostas que o governo federal através do presidente da republica colocou na mão do congresso para serem votadas na próxima legislatura e todas elas são questão fechada pro PT. Todas elas estão aqui nesse vídeo. Tá?
E mais. Se você olhar, você vai ver como a maquina estatal está mobilizada. Isso aqui é responsabilidade de pressão do ministério da justiça. Isso aqui é responsabilidade de pressão do ministério da saúde. E se os ministros de Estado que estão ligados a esse governo, não trabalharem assim, perdem o seu cargo.
Então eu queria pedir para você levar a sério essa questão. Como pastor eu nunca fiz isso. Eu não estou dizendo para você votar em A ou B. Eu vou dizer para você em quem não votar: em pessoas que estejam trabalhando pela iniquidade em nossa terra. Porque senão queridos, Deus vai julgar a nossa terra. E se Deus julgar a nossa terra, isso vai acontecer na tua vida na minha vida, porque eu faço parte dessa terra. Porque Deus não tolera iniquidade. Amem? (Aplausos)"
Diante desse conteúdo eu gostaria de esclarecer que:
1) Não é verdade que um parlamentar do PT não pode descumprir uma deliberação coletiva do partido por uma questão religiosa ou de foro íntimo. Veja o que diz o inciso XV do art 13 do estatuto do PT:
“Art. 13. São direitos do filiado:
XV – excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da Comissão Executiva do Diretório correspondente, ou, no caso de parlamentar, por decisão
conjunta com a respectiva bancada, precedida de debate amplo e público.”
2) Não é verdade que dois deputados do PT foram expulsos por se manifestarem contra o aborto. Os deputados federais Henrique Afonso e Bassuma não foram expulsos. É verdade que eles tiveram conflitos com movimentos de mulheres sobre questões relacionadas ao aborto, mas não houve expulsão. Em função desses problemas eles foram punidos pelo PT o que os levou a mudarem de
partido. Podemos até aprofundar o debate para avaliarmos se ouve ou não justiça na punição, mas não houve desrespeito ao direito de posicionamento por questões religiosas.
3) Não conheço um posicionamento da igreja católica contra o PT. Conheço o posicionamento de um bispo, mas não uma deliberação da CNBB. Caso exista gostaria de conhecer.
4) O Plano Nacional de Diretos humanos é elaborado pelos conselhos de diretos humanos com a participação do governo federal, mas não é uma novidade do governo Lula. O primeiro plano foi publicado através do Decreto número 1.904, de 13 de maio de 1996, e o segundo através do Decreto número 4.229, de 13 de
maio de 2002. Em todos eles estão presentes assunto polêmicos ligados com a sexualidade. Diante disso seria um equivoco afirmar que todos os méritos e deméritos do PNDH 3 é de responsabilidade do governo Lula ou do PT.
5) Dizer que o conteúdo apresentado no vídeo é o que está sendo defendido pelo PT não corresponde com a realidade. Podemos pegar os posicionamentos do PT e comparar com o conteúdo do vídeo e observaremos que não existe veracidade.
Um exemplo bastante claro é a questão da pedofilia. Não conheço nenhum parlamentar, de nenhum partido político, ou algum grupo social que defenda a pedofilia. Atribuir uma acusação dessa natureza ao PT é de extrema injustiça.
Tenho acompanhado a atuação de dois deputados federais do PT, Walter Pinheiro (Bahia), Gilmar Machado (Minas), ambos membros de igreja batistas e testemunhado uma conduta idónea e coerente com os ensinamentos de Cristo. São dois exemplos bem
próximos que exemplificam a injustiça de uma orientação contra todos os candidatos do PT.
Sabendo agora que as palavras do pastor perante a igreja não correspondem com a realidade, pergunto qual serão as atitudes do pastor diante delas.
Desde já agradecemos a atenção e aguardo uma oportunidade para um encontro pessoal afim de que possamos nos conhecer.
Que a Esperança seja Grande em Deus, que Seu Amor nos dê Força e Seu Espírito nos Oriente!
Forte abraço,
Geter Borges de Sousa
25 agosto 2010
DADO DOLABELLA OUTRA VEZ NO BLOG...participação especial de sua mãe Pepita Rodrigues
ESPIRITUALIDADE NOS DIAS ATUAIS - VALE A PENA LER

O texto(*) é parte de uma reflexão feita pelo autor citado abaixo. Algumas imperfeições na grafia vem de um tempo na Alemanha, estudando...alemão é claro! Vale a pena ler e deixar seu comentário.
(*) texto enviado pelo seminarista André Falcão
Por Delambre de Oliveira – Palestra na Conferência de Docentes da FABAT
Tema: Será que a Sociedade Ainda Precisa de Espiritualidade?! Qual Sociedade e qual Espiritualidade?
Qual seria a relação entre Espiritualidade e ministério? Os ministérios da Igreja revelam aquilo que a Igreja compreende como ministério? Os ministérios da Igreja devem estar a serviço da espiritualidade? Há ministérios que estão a serviço do ativismo e há ministérios que estão serviço da espiritualidade?
Mas, o que seria a Espiritualidade a que os ministérios da Igreja deveriam estar a serviço?
Gostaria de dialogar sobre a palestra dada em na semana de conferências docentes.
A sociedade ainda precisa de Espiritualidade? Qual sociedade e qual espiritualidade?
Primeiro aspecto da minha fala. O mundo mudou! Isso não é redundância. Usando a linguagem popular, diríamos como uma avó que fala pra seu neto: “No meu tempo não era assim!” Diríamos como um adulto fala para um jovem: “Mas na minha época, eu não podia chegar em casa essa hora!”
Diria como o professor Delambre fala pra alguns de seus alunos: “na época de minha graduação, poucos alunos tinham computador”. Diria como uma aluna do professor Delambre falou pra ele: “Mas professor, não vale fulano dar essa resposta, ele está lendo direto na Internet!” E a aluno que larga o professor nas férias.
É um tempo que mistura os papéis. Mistura não é necessariamente confusão: Há uma ordem no caos. Ora o professor é professor, ora ele aluno. Ora o aluno é professor, ora ele é aluno. Nesse aspecto, os papeis se tornam relativos, mas não confundidos. Professor é professor, Aluno é aluno. O líder, seja o professor, o gestor de empresas, ou pastor, que formou a sua identidade pessoal anulando o outro através do rebaixamento sofrerá muito. O líder, isto é, pastor, professor, gestor, músico, que usa sua profissão, como status para cobrir carências emocionais-afetivas em cima da falta de conhecimento das pessoas com quem trabalha, terá muita dificuldade nesse novo mundo que já nasceu. 8551-5367
Tudo isso que estou dizendo de forma simples, poderíamos chamar de “mudança de paradigmas nas ciências.”[1] Thomas Kuhn. A estrutura das revoluções Científicas.
Diante de tudo isso, vem a pergunta que não quer calar. Será que sociedade precisa de espiritualidade? Há espaço para a espiritualidade nessa sociedade que muda, questiona, não aceita verdades prontos, tem outras formas de convivencia cibernética: Orkut, twitter, facebook, sonic, weblog, blog, site e companhia?Uma sociedade marcada pela autonomia, pelo questionamento dos valores antigos? Uma sociedade que conta mudança de geração de três em três anos? Uma sociedade que como disse L.Boff, pela primeira vez a sociedade também é escatológica, não é apenas Deus que pode acabar com o mundo, a sociedade também pode. Uma sociedade que, através do aquecimento global, é obrigada a pensar sobre o presente e o futuro de toda criação. Será que essa sociedade emancipada, ainda que haja diferença entre América Latina e Europa, que sente os limites frágeis da crença no progresso e na razão, precisa de Espiritualidade?
Noite: parei aqui na aula da noite.
Seja como for, proponho um exercício de ficção através das perguntas subseqüentes.
Se hoje, fossem banidas todas as igrejas, as sinagogas, os terreiros de macumba e as mesquitas, as pessoas sentiriam apenas falta por terem acostumado a freqüentar esses lugares sociais ou elas perceberiam que a espiritualidade ocupava algum lugar central e relevante na dimensão existencial de suas vidas?
Pensando no modelo de espiritualidade proposta por grande parte das Igrejas evangélicas no Brasil, se isso acontecesse, será que o público dessas igrejas ficaria divido? Como seria? Pensando que nós fizemos nossa pesquisa com membros sinceros e honestos na vida religiosa, será que encontraríamos pessoas que se tornaram mais felizes, mais alegres e mais leves com a extinção das práticas religiosas que tem um projeto de implícito de espiritualidade? Será descobriríamos pessoas que, ao parar de ouvir dominicalmente, anualmente, alguns pastores, conseguiram resolver o problema da culpa que influenciava na autoestima, no trabalho, na família, na vivência saudável da sexualidade, e em outras áreas vida? Será que alguns trabalhadores que levam uma vida ativista nos finais de semana nas comunidades eclesiais, perceberiam que, na segunda-feira, eles estavam mais leves para o trabalho? Será que algumas pessoas se sentiriam mais tranqüilas por não precisar mais barganhar a felicidade com Deus todos os dias? Será que algumas pessoas assumiriam com mais responsabilidade as decisões de sua vida, pois não precisariam mais consultar um “suposto” “Tirano” que me diz que sou livre, mas me obriga a flagelar a vida inteira para primeiro, descobrir sua vontade, e segundo, apenas fazer essa vontade pra que eu seja feliz?
Será que depois de algum tempo, talvez vários anos, sem a vivência social, institucional, pragmática, compensatória, patológica, culposa, ativista, dualista e desigual da “Espiritualidade”, um número grande pessoas começaria a sentir saudades de momentos sublimes vividos dentro da experiência de fé? Será que depois anos distantes das questões burocráticas da fé, essas mesmas pessoas começariam a descobrir que tem necessidades, perguntas profundas que extrapolam a dimensão teórica e que se podem ser melhor aprofundadas no campo da experiência contemplativa e espiritual? Será que essas pessoas refletiriam que muitas vezes estavam próximas dos afazeres religiosos, mas distantes dessa profundidade de vida? Será que essas pessoas colocariam a culpa em suas igrejas, nos seus discipuladores, nos seus familiares, em seus pastores e, por fim, se revoltariam raivosamente contra tudo que se referir à igreja e à religião? Ou será que essas pessoas se sentiriam privilegiadas com essa descoberta, ainda que seja penosa, no caminho da crise e da revolta? Sentido-se agraciadas com a descoberta daquilo que parecia ser espiritualidade, mas que, no entanto, era doença, será que essas pessoas não começariam a trabalhar primeiro pela própria cura, isto é, processo continuado de aprofundamento nos caminhos que levam a Deus? Será que essas pessoas não poderiam, depois de um tempo nesse caminho de Deus, passar do ódio violento-agressivo à reconciliação com o Amor que crê, vê, sente, sofre, pergunta, espera e caminha? E se esse Amor for tão grande como o Universo e tão pequeno como um átomo?; se esse Amor for tão forte como a rocha e tão frágil como poeira que o vento espalha?; E se Amor for tão amedrontador como a noite escura que demora a passar e tão corajoso como o dia ensolarado de verão?; E se Amor for tão, tão, tão humano que foi seguido como divino?; E Se esse Amor for como Aquele que possibilitou um homem, depois tamanha decepção com os homens e a religião, dizer: “Perdoa-os!”, e “EM TUAS MAOS entrego o meu espírito?” Se for esse Amor, a sociedade, e, muito mais, as igrejas , eu, vocês e nossa faculdade necessitamos radicalmente dessa Espiritualidade.
[1] Basta citarmos as variantes do uso termo “Pós-modernidade”em alguns teóricos: no francês Jean-François Lyotard, a condição pós-moderna; o sociólogo polonês Zygmunt Bauman abandonara o termo e passara utilizar a expressão modernidade líquida; o filósofo francês Gilles Lipovetsky fala em hipermodernidade; o filósofo italiano Gianni Vattimo usa o termo pensamento fraco; o filósofo francês Jacques Derrida caminha numa outra direção ao propor a teoria da desconstrução. Emmanuel Levinás, Um breve aprofundamento em algum desses autores deixaria em evidência a complexidade – Edgar Morin – da realidade atual e a dificuldade das suas denominações. Andrés Torres Queiruga, na Teologia.
19 agosto 2010
A NOVA REFORMA PROTESTANTE
15 agosto 2010

18 julho 2010
O GOLEIRO BRUNO E O VALOR DO SER HUMANO
