25 agosto 2010
DADO DOLABELLA OUTRA VEZ NO BLOG...participação especial de sua mãe Pepita Rodrigues
ESPIRITUALIDADE NOS DIAS ATUAIS - VALE A PENA LER

O texto(*) é parte de uma reflexão feita pelo autor citado abaixo. Algumas imperfeições na grafia vem de um tempo na Alemanha, estudando...alemão é claro! Vale a pena ler e deixar seu comentário.
(*) texto enviado pelo seminarista André Falcão
Por Delambre de Oliveira – Palestra na Conferência de Docentes da FABAT
Tema: Será que a Sociedade Ainda Precisa de Espiritualidade?! Qual Sociedade e qual Espiritualidade?
Qual seria a relação entre Espiritualidade e ministério? Os ministérios da Igreja revelam aquilo que a Igreja compreende como ministério? Os ministérios da Igreja devem estar a serviço da espiritualidade? Há ministérios que estão a serviço do ativismo e há ministérios que estão serviço da espiritualidade?
Mas, o que seria a Espiritualidade a que os ministérios da Igreja deveriam estar a serviço?
Gostaria de dialogar sobre a palestra dada em na semana de conferências docentes.
A sociedade ainda precisa de Espiritualidade? Qual sociedade e qual espiritualidade?
Primeiro aspecto da minha fala. O mundo mudou! Isso não é redundância. Usando a linguagem popular, diríamos como uma avó que fala pra seu neto: “No meu tempo não era assim!” Diríamos como um adulto fala para um jovem: “Mas na minha época, eu não podia chegar em casa essa hora!”
Diria como o professor Delambre fala pra alguns de seus alunos: “na época de minha graduação, poucos alunos tinham computador”. Diria como uma aluna do professor Delambre falou pra ele: “Mas professor, não vale fulano dar essa resposta, ele está lendo direto na Internet!” E a aluno que larga o professor nas férias.
É um tempo que mistura os papéis. Mistura não é necessariamente confusão: Há uma ordem no caos. Ora o professor é professor, ora ele aluno. Ora o aluno é professor, ora ele é aluno. Nesse aspecto, os papeis se tornam relativos, mas não confundidos. Professor é professor, Aluno é aluno. O líder, seja o professor, o gestor de empresas, ou pastor, que formou a sua identidade pessoal anulando o outro através do rebaixamento sofrerá muito. O líder, isto é, pastor, professor, gestor, músico, que usa sua profissão, como status para cobrir carências emocionais-afetivas em cima da falta de conhecimento das pessoas com quem trabalha, terá muita dificuldade nesse novo mundo que já nasceu. 8551-5367
Tudo isso que estou dizendo de forma simples, poderíamos chamar de “mudança de paradigmas nas ciências.”[1] Thomas Kuhn. A estrutura das revoluções Científicas.
Diante de tudo isso, vem a pergunta que não quer calar. Será que sociedade precisa de espiritualidade? Há espaço para a espiritualidade nessa sociedade que muda, questiona, não aceita verdades prontos, tem outras formas de convivencia cibernética: Orkut, twitter, facebook, sonic, weblog, blog, site e companhia?Uma sociedade marcada pela autonomia, pelo questionamento dos valores antigos? Uma sociedade que conta mudança de geração de três em três anos? Uma sociedade que como disse L.Boff, pela primeira vez a sociedade também é escatológica, não é apenas Deus que pode acabar com o mundo, a sociedade também pode. Uma sociedade que, através do aquecimento global, é obrigada a pensar sobre o presente e o futuro de toda criação. Será que essa sociedade emancipada, ainda que haja diferença entre América Latina e Europa, que sente os limites frágeis da crença no progresso e na razão, precisa de Espiritualidade?
Noite: parei aqui na aula da noite.
Seja como for, proponho um exercício de ficção através das perguntas subseqüentes.
Se hoje, fossem banidas todas as igrejas, as sinagogas, os terreiros de macumba e as mesquitas, as pessoas sentiriam apenas falta por terem acostumado a freqüentar esses lugares sociais ou elas perceberiam que a espiritualidade ocupava algum lugar central e relevante na dimensão existencial de suas vidas?
Pensando no modelo de espiritualidade proposta por grande parte das Igrejas evangélicas no Brasil, se isso acontecesse, será que o público dessas igrejas ficaria divido? Como seria? Pensando que nós fizemos nossa pesquisa com membros sinceros e honestos na vida religiosa, será que encontraríamos pessoas que se tornaram mais felizes, mais alegres e mais leves com a extinção das práticas religiosas que tem um projeto de implícito de espiritualidade? Será descobriríamos pessoas que, ao parar de ouvir dominicalmente, anualmente, alguns pastores, conseguiram resolver o problema da culpa que influenciava na autoestima, no trabalho, na família, na vivência saudável da sexualidade, e em outras áreas vida? Será que alguns trabalhadores que levam uma vida ativista nos finais de semana nas comunidades eclesiais, perceberiam que, na segunda-feira, eles estavam mais leves para o trabalho? Será que algumas pessoas se sentiriam mais tranqüilas por não precisar mais barganhar a felicidade com Deus todos os dias? Será que algumas pessoas assumiriam com mais responsabilidade as decisões de sua vida, pois não precisariam mais consultar um “suposto” “Tirano” que me diz que sou livre, mas me obriga a flagelar a vida inteira para primeiro, descobrir sua vontade, e segundo, apenas fazer essa vontade pra que eu seja feliz?
Será que depois de algum tempo, talvez vários anos, sem a vivência social, institucional, pragmática, compensatória, patológica, culposa, ativista, dualista e desigual da “Espiritualidade”, um número grande pessoas começaria a sentir saudades de momentos sublimes vividos dentro da experiência de fé? Será que depois anos distantes das questões burocráticas da fé, essas mesmas pessoas começariam a descobrir que tem necessidades, perguntas profundas que extrapolam a dimensão teórica e que se podem ser melhor aprofundadas no campo da experiência contemplativa e espiritual? Será que essas pessoas refletiriam que muitas vezes estavam próximas dos afazeres religiosos, mas distantes dessa profundidade de vida? Será que essas pessoas colocariam a culpa em suas igrejas, nos seus discipuladores, nos seus familiares, em seus pastores e, por fim, se revoltariam raivosamente contra tudo que se referir à igreja e à religião? Ou será que essas pessoas se sentiriam privilegiadas com essa descoberta, ainda que seja penosa, no caminho da crise e da revolta? Sentido-se agraciadas com a descoberta daquilo que parecia ser espiritualidade, mas que, no entanto, era doença, será que essas pessoas não começariam a trabalhar primeiro pela própria cura, isto é, processo continuado de aprofundamento nos caminhos que levam a Deus? Será que essas pessoas não poderiam, depois de um tempo nesse caminho de Deus, passar do ódio violento-agressivo à reconciliação com o Amor que crê, vê, sente, sofre, pergunta, espera e caminha? E se esse Amor for tão grande como o Universo e tão pequeno como um átomo?; se esse Amor for tão forte como a rocha e tão frágil como poeira que o vento espalha?; E se Amor for tão amedrontador como a noite escura que demora a passar e tão corajoso como o dia ensolarado de verão?; E se Amor for tão, tão, tão humano que foi seguido como divino?; E Se esse Amor for como Aquele que possibilitou um homem, depois tamanha decepção com os homens e a religião, dizer: “Perdoa-os!”, e “EM TUAS MAOS entrego o meu espírito?” Se for esse Amor, a sociedade, e, muito mais, as igrejas , eu, vocês e nossa faculdade necessitamos radicalmente dessa Espiritualidade.
[1] Basta citarmos as variantes do uso termo “Pós-modernidade”em alguns teóricos: no francês Jean-François Lyotard, a condição pós-moderna; o sociólogo polonês Zygmunt Bauman abandonara o termo e passara utilizar a expressão modernidade líquida; o filósofo francês Gilles Lipovetsky fala em hipermodernidade; o filósofo italiano Gianni Vattimo usa o termo pensamento fraco; o filósofo francês Jacques Derrida caminha numa outra direção ao propor a teoria da desconstrução. Emmanuel Levinás, Um breve aprofundamento em algum desses autores deixaria em evidência a complexidade – Edgar Morin – da realidade atual e a dificuldade das suas denominações. Andrés Torres Queiruga, na Teologia.
19 agosto 2010
A NOVA REFORMA PROTESTANTE
15 agosto 2010

18 julho 2010
O GOLEIRO BRUNO E O VALOR DO SER HUMANO

01 julho 2010
GOLEIRO RESERVA DO FLA, TAMBÉM GOSTA DO NEGÓCIO

22 junho 2010
O DUNGA, A COPA E VOCÊ, tem a ver?

15 junho 2010
O BRASIL, A COPA E VOCE...tem a ver?
Aproveite a oportunidade para alimentar seu coração com algo que faça toda diferença: Jesus, seja um vencedor, a copa do mundo é passageira, mas a alegria que Ele dá é eterna!
28 maio 2010
COM VONTADE DE SER RELEVANTE
17 maio 2010
EU SEI QUE TEM GENTE QUE GOSTA
Segundo o tal, todas as igrejas que aparecem o nome "Vitoria em Cristo", pode tirar imediatamente, "se não fizer por bem, fará por mal".
13 maio 2010
FÓRUM SOBRE VIOLÊNCIA NO GRAJAÚ
Pretendemos falar sobre as dificuldades que encontramos no bairro, que facilitam os índices de violência, mas também queremos ser parte da solução deste problema que atinge a todos nós.
O bairro é bonito, tem um ar provinciano, encravado na cidade do Rio de Janeiro. As famílias são antigas no lugar, e é tipícamente pacato.
Contudo, no entorno do Grajaú a violência tem atingido de forma cruel milhares de cidadãos. Queremos ser agentes de transformação da história.
A oportunidade está diante de nós: esperamos, caso se interesse, esteja conosco. Sua opinião, seu sentimento e sua visão, em muito contribuirão para melhorar o bairro.
20 abril 2010
Texto obrigatório sobre o Botafogo
O meu time esteve nas finais dos últimos cinco campenatos, ganhou dois, "perdeu" 3. Digo entre aspas, porque em 2007 todos sabem em que circunstâncias foi, se não fossem os tropeços "Beltrâmicos", os números seriam diferentes.
O Botafogo não é de longe o melhor elenco do Rio de Janeiro. Mas há muito tempo não via faca nos dentes, sangue na boca, coração na chuteira como vi nesta final.
Eles vibravam como disse o flamenguista Leovegildo Junior: "eles vibravam com lateral".
Time tem que ter isso. Em 2007 encantamos o Brasil, com Dodô, Zé Roberto, Jorge Henrique e Lucio Flávio, todos jogando o fino da bola. Mas faltavam a esses jogadores "faca nos dentes, sangue na boca, coração na chuteira".
Fiquei feliz pelo título, mas com certeza mais pela postura do time, equilibrio do clube, do o caneco em si.
O Botafogo como disse o Armando Nogueira, não é um time, é uma inspiração celestial.
Parabéns a todos os botafoguenses, que não torcem para o time das modinhas, mas que tem apertado no peito a estrela solitária - só no logo, porque ela é acompanhada de milhões de apaixonados pelas cores alvi-negras do Rio.
Aliás, até 2011, o Rio veste alvi-negro, goste quem gostar!
Explicações necessárias sobre o Flamengo
Mas, embora respeite sua opinião, eu sempre disse que este espaço era para debater, discutir e refletir.
E como o framengo (sic) é o time de massa, cabe a mim escrever sobre este momento que eles estão vivendo.
Faço isso, por duas razões simples: primeiro, o time pelo qual torço ganhou deles no domingo. Numa tacada só, num campeonato somente, o Botafogo conseguiu o que o flamengo não tinha conseguido ainda sobre o alvi-negro, ou seja, perder numa semi-final, perder uma final de turno, e consequentemente perder o campeonato, e pior, ficar outra vez distante da "tara" de todas as décadas, ser como o Botafogo um tetracampeão estadual. Segundo, porque é bom falar do time mais popular do Brasil, com aquele gosto inescrupuloso de ironia na boca.
Por quê o time da Gávea encontra-se neste estado?
Penso em três razões básicas e simples:
primeiro - a grave crise que se instalou na sede do clube, numa das celas da Polinter, depois das várias discussões entre os jogadores, torcedores e toda massa de indoltos que seguem as cores rubro-negras.
segundo - é possível que algum jogador do time, caro, famoso, viva a crise dos 2 P's? Na publicidade existe a lei dos 4 P's, no Flamengo a dos 2 P's - peso e pó.
terceiro - um clube da magnitude do flamengo não pode deixar de ser protagonista em tudo, então, a culpa disso tudo é parte do seu hino, que diz "eu teria um desgosto profundo, se faltasse o flamengo no mundo", é o que os inimigos do clube mais cantam, pelo menos depois que eles perdem.
03 abril 2010
Difícil de aturar!
Mas resolvi escrever agora, porque estou diante da TV, aguardando a sessão das 22, num canal fechado, que estreará "Mulher Invisível", com Selton Melo e Luana Piovanni. O filme é hilário, vi na telona, agora na telinha.
Enquanto isso, o programa da vênus platinada, Zorra Total, exibia os ex-BBBs, num quadro de envergonhar até um cego, surdo e mudo.
Até quando existirão pessoas para dar ibope a cenas tão constrangedoras de um humor, sem graça, sem sal, de gente sem talento, iluminada por seus 15 minutos de fama?
É dificil de aturar.
Enquanto isso, na maioria das estantes os livros ficam empoeirados, fechados e não lidos.
Enquanto assistimos, digo, assistem, esse lixo global, as mentes se esvaziam cada vez, numa tentativa bem sucedida de deformar a sociedade.
Antes que pensem que sou estraga prazer, que nao gosto de humor, quem me conhece, sabe que é exatamente o contrário. Contudo, está dificil de aturar este mundo repleto de coisas vazias, cada vez mais vazias e sem sentido.
Devia ser proibido pelo Ministério da Saúde ter que assistir na televisão o tal do Serginho, isso faz mal a saúde!
12 março 2010
NOVO BLOG NO PEDAÇO
09 março 2010
Se você desejar adquirir o livro "40 Dias no Deserto", o meu mais recente lançamento, escreva para pr.wellison@gmail.com . Centenas de pessoas têm sido abençoadas com a leitura deste livro, em seus momentos de dor, e caminhada pelo deserto.
Receba este livro em sua casa. Há algum tempo atrás postei alguns comentários que recebi de leitores do livro, se desejar procure aqui no BLOG.
Abraços, a vocês, com carinho.
08 março 2010
Dia Internacional da Mulher e o Goleiro Bruno

Que Deus teve uma ideia fantástica e irrepreensível ao criar a mulher.
O Goleiro Bruno merece todas as minhas homenagens, e admiração, afinal de contas, não é todo o dia que uma frase célebre, sábia e profunda é dita assim, num dia tão especial.
05 março 2010
Por mais incrível que pareça, terá gente criticando o título, mas fazendo vista grossa ao que diz o poema. Vale a pena leitura.
Meu coração está aos pulos!Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro.Do meu dinheiro, do nosso dinheiro, Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós. Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
25 fevereiro 2010
10 MIL VISITAS AO BLOG!
24 fevereiro 2010
Preciso de amigos pastores!
Mas, por incrível que pareça, tenho diminuído minha rede de comunicação pastoral. Sei que poderia estar falando isso num espaço alternativo, e não nesse. Sei que tem gente que vai criticar, debater, "infernizar" minhas palavras e outros vão apontar erros, ou outras coisas mais. Não importa, somente sei que a cada dia que passa meu coração está mais distante do que alguns chamam de ministério pastoral e outros chamam somente de ministério.
Ligo a televisão e se insisto comigo mesmo em assistir, por alguns minutos programas evangélicos, sou obrigado a me deparar com um programa que vende tudo o que fala. Homens interessados em ser "bençãos" nas mãos de Deus, mas que não abrem mão de serem caras de pau, e pedir dinheiro para suas grandes cruzadas.
Esta semana, eu e minha esposa ficamos penalizados com o Marco Feliciano (este mesmo que tinha cabelo ruim e agora está escorrido), segundo ele as dificuldades para fazer uma cruzada eram tão grandes, que ele teve que num determinado lugar fazer da mesa um púlpito!
Primeiro, cadê a dificuldade nisso? Segundo, um cara que vende tudo que fala não teria 700 pratas para comprar um pulpito? ou seja, é de sentir "pena" de um pobre abandonado como esse (sic) pregador.
Até quando iremos sentar em rodas pastorais para contar as vantagens que não temos? Até quando iremos a encontros ministeriais para contar os números que somente nós vemos?
Preciso de amigos pastores. Preciso de verdade. Preciso de amigos que sentem comigo para falar que suas igrejas não crescem como antes, e nem crescem como as demais. Que eles não possuem uma estratégia que é melhor do que a do vizinho e nem mesmo que pregaram o melhor dos seus sermões.
Preciso de amigos pastores que sejam capazes de olhar para o outro como amigo, irmão e soldado do mesmo exército e não como adversário. Não há mais tempo para pastores do DEM e do PSOL.
Não consigo mais fitar meus olhos, e sentir prazer de ouvir alguns pregarem. Suas bocas estão contaminadas pelo sucesso e seus corações aviltados pelo poder.
Eu sei que alguns de vocês dirão: - você só diz isso porque sua igreja é pequena! Não, não é verdade. Até porque trabalho para que ela seja uma igreja sempre maior do que é.
Falo tudo isso porque não suporto mais ter que ligar a tv e ver o evangelho distorcido, deturpado, adulterado para servir aqueles que deveriam ser servos. Para "abençoar" aqueles que deveriam dar e para fazer crescer apenas o nome daquele que deveria diminuir.
Preciso de amigos pastores, mas aqueles que não querem viajar e passear as custas de suas igrejas, para encontros que não valem nada! Quero amigos pastores que sejam sinceros, para abrir o coração e desmontar suas mazelas, rasgar o peito e desnudar suas dores.
Preciso de amigos pastores que passem por dificuldades, que não arrotem caviar, nem vistam seus ternos "Armanis". Preciso de amigos pastores que me ajudem em minhas fraquezas, e não comam como abutres as podridões da alma dos outros.
Preciso de amigos pastores, sei que existem milhões espalhados por aí, gente boa, gente de Deus, eu infelizmente conheço poucos desses.