29 junho 2007

O presidente da comissão de ética do senado

O presidente da comissão de ética do senado, responsável pelas investigações e depoimentos de Renan Calheiros, é acusado por corrupção. Poxa, assim ninguém aguenta.

28 junho 2007

NAO ESTOU ABRINDO IGREJA ALGUMA

Interessante como as pessoas gostam de falar do que não sabem, do que ouvem por alguém ou ainda do imaginam ser a verdade. Tem gente, preocupada demais comigo, e por isso estão dizendo que estou abrindo uma igreja. Nao estou. Tenho pregado em dezenas de lugares no Rio de Janeiro, e fora do Rio. Graças a Deus, o Senhor tem aberto as portas para a pregação do evangelho e milhares de pessoas têem sido abençoadas com a Palavra e com o meu livro. NA verdade quando sou convidado para visitar, pregar, orar, estudar a Bíblia e etc, continuo imaginando que estou fazendo para edificação e para o crescimento do Reino de Deus. Não estou divulgando denominação, nome de ministério, igreja, pastor, nada, apenas o Reino e sua palavra. Realmente nao sei porque algumas pessoas estão tão preocupadas com isso. Quem ganha com isso? Quem perde com isso?
No frigir dos ovos, o reino perde quando pessoas começam a ficar preocupadas em "perder" ovelhas. Pastor não perde ovelhas, porque um reino dividido não subsiste. Meu Deus!!! Quanta falta de visão de algumas pessoas, quanta falta de santidade, de bom senso, de equilíbrio e de caráter cristão.
A vida é curta, e devemos aprender a vivê-la intensamente, e "o que Deus requer de ti ó homem, se não que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com teu Deus" (Miquéias 6.8).
Não vejo neste texto por mais que torça, por mais que entorte, por mais que o dilacere, por mais que o envergue, por mais que o destrua, por mais que minha hermenêutica seja pessoal e instransferível o machuque, nenhuma referência a preocupar-se com quem prega a palavra de Deus, a perder ovelhas, ou esvaziar templos.
Quando leio este texto vejo apenas que os crentes que tanto gostam de lembrar de mim, para pensar, imaginar e falar mal, estão gastando seu tempo com aquilo que não edifica, não abençoa e não promove o reino de Deus.
Beijos a todos que torcem e oram por mim, e a todos que tem medo que eu abra uma igreja.

27 junho 2007

Pensávamos que ela era PROSTITUTA!

Engraçado prostituta pode. Homossexual pode. Mendigo pode. Indios pataxós podem. Viciado pode...não, viciado não porque esses caras com certeza respeitam o corporativismo.
Mais uma vez a sociedade brasileira acorda com atitudes de meninos mimados da classe média emergente, que prefere brincar com gente, mexer com gente, do que fazer coisas que de fato valem a pena.
Honestamente não me aterrorizo mais, nem me espanto, quando vejo jovens que tem tudo, perderem parte de sua liberdade, oportunidade e outras coisas mais, em troca de surtos de ignorância e insensatez.
Um dos pais diz que eles são crianças, e que não merecem ser tratados como estão sendo. Mas os filhos, podem, mesmo crianças sair por aí espancando domésticas, por imaginar lidando com prostitutas.
Infelizmente, os limites dados pelos pais a seus filhos, passam por cenas como estas, em que homens e mulheres tentam justificar as atitudes grosseiras e mal educadas de seus pimpolhos.
Garotos assim cresceram sem limites. Acreditavam que a vida era surfar, badalar a noite, ganhar garotas para programas pueris e voltar para casa, depois de machucar alguém.
Não me aterrorizo, mas fico indignado, quando pessoas com recursos para estudar, para educar seus "meninos", trocam estas experiencias por carros, dinheiro, conforto, comprando o tempo que nao gastam com seus filhos.
O resultado? está aí, para todos verem, rapazes mal educados, travestidos de bonzinhos depois que são presos.
Agora os pais vão chorar e perguntar: onde erramos? e os filhos vão chorar, vendo o sol nascer quadrados, desculpando-se a si mesmos pelas noites gastas para fazer o mal.
O mundo "jaz no maligno" é verdade e tem muita gente, competindo para escrever seu nome numa lápide qualquer.

25 junho 2007

O que encontrei em Candangolândia

Você nunca tinha ouvido este nome? Nem eu, até há alguns dias atrás. Pois bem, estou aqui, exatamente aqui, em Candangolândia, no Distrito Federal. Cheguei no sábado, por volta das 13 horas, convidado para fazer uma pequena conferencia na Primeira Igreja Batista em Candangolândia.
Como vim parar aqui? Uma antiga amiga, dos tempos da Primeira Igreja Batista em Nilópolis, na minha adolescência, a Marlivan, me descobriu no Orkut e me convidou para pregar em sua igreja aqui em Brasília.
E olha, cá estou.
Terminou ontem a noite, dois dias maravilhosos. Descobri um lugar que nunca havia visto, nem ouvido, e uma igreja calorosa, como poucas que encontramos.
Agradeço a Deus pela oportunidade abençoadora de ter estado neste lugar, com o meu, agora amigo, Pr.Joaquim e sua bonita família.
Poderia gastar todas as linhas possíveis e imagináveis para falar de gente simpática, de uma igreja viva, de pessoas hospedeiras (como o Diniz e sua família) e extremamente afáveis em todo o tempo, que nao estaria exagerando em nada.
Do mesmo modo como me senti querido e amado, espero que a Primeira Igreja Batista em Candangolândia tenha se sentido assim, por mim, nestes dias que estive lá, falando sobre o tema do meu livro PECADO,NINGUEM É TAO SANTO QUE NAO POSSA CAIR, NEM TÃO IMPURO QUE NÃO POSSA SER PERDOADO.
Falei no sábado a noite, domingo pela manhã (de 9 às 12), depois as 18 horas e por fim no culto noturno, quando dezenas de pessoas manifestaram um interesse profundo em amadurecer seu relacionamento com Deus.
Portanto, o que encontrei em Candangolândia? Gente, como eu, gente como a gente, com um prazer imenso em servir a Deus, com a simplicidade de quem vai longe e com o coração que marca uma igreja boa de se ver, de se estar e conhecer.
Nossa, valeu demais!!! eles me convidaram para voltar, eu é que nao sou besta de dizer que não!
Neste momento estou me preparando para voltar para casa...outra vez.

04 junho 2007

A graça que alguns desejam é diferente da graça de quem quer dar

A pregação de nossos dias tem enfatizado que Deus é um Deus gracioso. È gracioso porque cura, é gracioso porque nao tem limites sua bondade, é gracioso porque traz prosperidade, é gracioso porque nos cobre de bençãos todos os dias.
Como isso enfeia a pregação do evangelho. A graça que algumas pessoas desejam, é diferente da graça que Deus realmente deseja dar.
A Bíblia está recheada de frases que enfatizam que a melhor graça que o Senhor pode ofertar ao homem é a transformação miraculosa do coração humano. Mais mirabolante que dividir o mar vermelho ou o Jordão, melhor que fazer a terra parar, o Senhor deseja mover o coração do homem em sua direção.
Deus nao quer fantasiar seu povo com ornamentos que só servem para popularizá-lo como circense ou marqueteiro. Deus nao está atrás de ações que o tornem o super star, Ele deseja ter um relacionamento pessoal e íntimo com seus filhos.
Infelizmente a mensagem que saem de nossos púlpitos catapultam milagres e milagreiros, e sepultam a essência da graça.
Deus nao está mais preocupado com meu iate, meu carro novo ou minha casa de campo, tanto quanto está preocupado com as vielas de meu coração, de minha alma, de minha vida.
A graça que Ele quer dar diferencia-se daquele que muitos prometem...talvez seja por isso que Ele nao tenha nenhum compromisso com as ordens que os homens dão a Ele, todos os dias, obrigando-O a curar, a satisfazer os desejos ufanistas do coração humano.
O evangelho sempre sofreu as distorções da mente humana, com suas interpretações sempre voltadas para satisfazer seus próprios desejos. Mas chegará um dia que nao dará mais, e Aquele que tem o controle de todas as coisas, vai varrer dos átrios do templo aqueles que vendem a graça que Deus, na verdade nunca se preocupou em dar em primeiro lugar.

01 junho 2007

Covardia.


Ricardo Gondim.

Depois de muito lutar para conseguir superar meus medos, depois de fatigado e curvado pelo esforço de me tornar um Cavaleiro Andante, reconheço: sou um medroso.

Percebi minha covardia depois que somei as vezes que já me escondi; depois que lembrei os dias que não consegui olhar direto nos olhos de minha mãe; depois que dei o braço a torcer por ter passado nos exames do ginásio desonestamente – eu odiava ter que ouvir qualquer desapreciação do meu pai; depois que admiti que minhas taras adolescentes me alienaram do mundo.

Fui vagaroso nessa auto-análise porque sempre consegui fugir de minha realidade por escadas de incêndio, minhas rotas de fuga. Assim, de pouco em pouco, fui me escolando na arte de esgueirar-me por entre estranhos e de passar despercebido.

Sinto-me acovardado diante dos paradoxos que convivem dentro de mim. Sou uma encarnação cearense do “Yin e Yang”. Se em determinados momentos tenho impulsos fidalgos, em outros me comporto como a escória da humanidade; gero horror e esperança; produzo cura e morte, desprezo e amor.

Atemorizado diante da grandiosidade das forças que me esticam por dentro, escondo-me atrás de chavões piegas, refugio-me na fama de preletor onipotente, solidifico meus traquejos sacerdotais, e subo o volume dos decibéis quando vocifero sobre a verdade. Mas essa coreografia não passa de uma farsa que tenta camuflar um homem fraco que sua no instante de decidir entre o certo e o errado.

Sinto-me acovardado com os retrocessos que não me permitem amadurecer como pessoa. Quanto mais velho, mais tropeço com minha língua, falo inconveniências; continuo displicente em não saber elogiar as pessoas que tanto amo; permaneço um bronco sem perceber os reclames daqueles que só desejam minha companhia. Fujo dos meus amores. Timidamente interrompo a grandiosidade do afeto de meus queridos.

Aprendi a desfilar diante das multidões impessoais que jamais me confrontariam em nada; sinto-me à vontade em ambientes onde só se discutem idéias; mudo de assunto quando alguém está perto de desencaixotar o farsante que vive nos porões de meu espírito.

Sinto-me acovardado com a possibilidade de perder minha reputação. Tenho horror de imaginar que possa ser motivo de conversa em alguma roda de restaurante. Fico tremendo de saber que algum crítico conseguiu desmontar-me. Medroso, esforço-me por manter-me ambíguo, prefiro não ser claro sobre minhas posições heterodoxas. Fico petrificado de poder ser “escanteado” pelos meus antigos amigos.

Mereço a maldição do Apocalipse de ser vomitado da boca de Deus. Fico mais alarmado de ser frio ou quente do que um morno que coxeia entre dois caminhos. Lamento que muitas intuições minhas jazerão eternamente em algum arquivo morto. Elas sumirão comigo só porque jamais terei peito de defendê-las entre aqueles que poderiam se escandalizar.

Sinto-me acovardado sempre que sou forçado a arriscar diante de algum projeto. Tenho plena consciência de que em toda façanha, quando fui arrojado, só me comportei assim porque alguém – ou alguma coisa? – me empurrava. Pusilânime e sem topete para sequer dizer não, continuei liderando.

Hoje aquiesço que nunca me vi como nenhum D’Artagnan ou Ricardo Coração de Leão. Quando me dei bem na vida, foi por causa de Deus, da minha mulher e dos meus amigos - ou por pura sorte.

Continuo acovardado. Preciso de gente que me estimule, me encoraje, me ajude e me segure pela mão.

Não arrisco dizer quando me transformarei em valente. Sei apenas que, aos tropeços, cheguei aqui.

Soli Deo Gloria.

prosperidade de quem?

Por Jasiel Botelho


Crescimento de evangélicos é um dos destaques de novo estudo do IBGE





Ao divulgar as conclusões do estudo “Tendências Demográficas: uma análise da população com base nos resultados dos Censos Demográficos de 1940 e 2000”, dia 25/5, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de oferecer informações sobre sexo, idade, cor, nacionalidade, educação, nupcialidade e grupos de atividades econômicas referentes aos dois Censos, dá destaque ao crescimento do número de evangélicos, nesses 60 anos, como uma das principais transformações sociais do país no período. Num resumo das informações, no primeiro parágrafo do texto de divulgação, o IBGE inclui: “quanto à religião, nesses 60 anos, os evangélicos cresceram de 2,6% para 15,4% da população”. Veja o que diz o texto do IBGE sobre o tema religião: “O estudo mostrou uma expressiva redução de católicos apostólicos romanos de 95% para 73,6% da população no período 1940/2000. Enquanto isso, os evangélicos cresceram de 2,6% para 15,4%.

"O estudo demonstra que em 1940, o Nordeste concentrava 98,9% dos católicos do Brasil e no Censo de 2000, a região manteve-se com a maior proporção de católicos (79,9%). Em relação aos evangélicos, o Sul apresentava o maior percentual regional (8,9%), enquanto em 2000 esta liderança foi ocupada pela região Norte (19,8%). Entre os estados, Rondônia apresentou um aumento extraordinário entre os evangélicos, no período 1940/2000, chegando a 27,2% da população total. A perda de integrantes católicos no estado também impressiona: -39,8%. Piauí manteve-se como o estado com o maior percentual de católicos entre a década de 40 (99,6%) e o ano 2000 (89,8%)”.

O texto do IBGE também divulgou informações que dizem respeito ao tema família. Uma delas é que o “percentual de solteiros caiu e aumentaram as uniões consensuais. Na década de 40, mais da metade das pessoas (51,6%) com 10 anos ou mais eram solteiras, enquanto em 2000 o percentual caiu para aproximadamente um terço (38,5%) da população nesta faixa. No sentido contrário, os casados cresceram de 42,2% para 49,5% da população nesta faixa de idade, e os desquitados e divorciados de 0,2% para 4,1%”. Relatou também: “O percentual de viúvos caiu de 5,9% para 4,1% neste período. Em 1940 o estado com o maior percentual de solteiros era Amapá (62,1%), enquanto em 2000 era o Piauí (43,3%). Tanto em 1940 quanto em 2000, os homens eram maioria entre os solteiros, sendo que em 1940 a região Norte apresentava proporção significativa de homens solteiros (62,6%). Uma característica revelada pelo Censo de 2000 foi o aumento das uniões consensuais, fato não investigado em 1940. A maior proporção de casados, em 1940, estava no Sudeste (44,6%), enquanto 60 anos mais tarde, o Sul tinha a maior proporção (54,6%)”.

Segundo o Instituto, “o declínio da taxa de fecundidade e a redução da mortalidade contribuiu para o estreitamento da base da pirâmide etária brasileira, entre os Censos de 1940/2000, com redução no número de jovens e ampliação dos idosos. Enquanto o contingente de pessoas entre 0 a 14 anos decresceu, no período estudado, de 42,9% da população para 29,6%; na faixa etária de 15 a 59 anos, houve aumento de 53% para 61,8%, bem como entre os idosos (60 anos ou mais), passou de 4,1% para 8,6%. Em relação ao peso dos inativos (crianças, adolescentes e idosos) sobre o segmento populacional potencialmente ativo, no primeiro Censo abordado nesse estudo havia 88,7 inativos para cada 100 pessoas em idade ativa, enquanto em 2000, eram 61,7 inativos”.

Salvos para que? e salvos de que?

Este questionamento veio à minha mente diversas vezes. Tenho encontrado diversos cristãos que nao sabem realmente para que estao neste mundo. Nao sabem porque foram salvos, para que foram salvos e de que foram salvos.
Infelizmente um número expressivo de crentes deixaram a fé ser reduzida a encontros dominicais, que pouco estimulam uma vida cristã de sucesso. Aliás, alguns estao tontos diante da necessidade de ter tanto sucesso. As pregações de nossos dias convergem para um ufanismo que só é comparado ao boom economico americano, após a segunda guerra. Na época muitos morreram, mas aqueles que falavam que podiam crescer em meio as ruinas, cresceram e enriqueceram. REsumindo, falar de vitória, da sua, é mais fácil, mesmo que isso deixe centenas de milhares de pessoas em crise por nao alcançarem o mesmo "sucesso".
Cristaos em todo mundo estao perdendo o fio da meada. Deixaram de cumprir, há muito o ide DE jesus, para dedicarem-se ao próprio ide.
Nós fomos salvos para sermos "sal da terra e luz do mundo", essa é a razão pela qual ainda estamos aqui. Depois disso pensemos que fomos criados para "o louvor da glória de Deus" e esta é outra questao inegociável.
A última coisa pela qual fomos salvos é para sermos ricos e bem sucedidos, à luz da cultura ocidental de riqueza e sucesso. "Os pobres sempre tereis convosco" vaticinou Jesus, e nao foi a toa. A ordem de nao aceitar nada, nao levar nada e talvez nao ter onde reclinar a cabeça, fere frontalmente as palestras (nao devem ser sermoes) que estimulam a riqueza, como sinal da presença de Deus na vida do homem.
Os crentes nao sabem de que foram salvos, porque continuam escravos do sucesso, e sedentos por dinheiro, poder e outras coisas mais.
O cristianismo de hoje difere de tudo que vemos nas escrituras sagradas. Vemos menos piedade e mais luxo, muito fervor e pouco conteúdo, muita emoção e pouca reflexão...muito dinheiro e pouca vida...sei nao, esta geração nao esta perdida a toa.

21 maio 2007

Pensando a Igreja para nossos dias

Já passou do tempo, há muito que passou do tempo. Na verdade a Igreja esta vivendo um misto que pode respingar nas gerações futuras como um grande transtorno. Se por um lado temos movimentos neo-pentecostais crescendo em proporções gigantescas, por outro temos uma igreja tradicional, lutando para nao perder seus fiéis.
Precisamos achar um meio termo, uma igreja que fale de Deus sem exigir, reclamar, reinvidicar bens pessoais, para seu proveito, agredindo frontalmente o escritor Thiago, que diz que muiito do que pedimos nao recebemos porque pedimos mal, para o nosso proprio deleite.
Sou por uma igreja que una adoração, sonhos, projetos, e desejos de ser sal e luz, num mundo em trevas e apodrecido.
Sonho em ver a igreja assim, o resto é apenas resto... nao quero ficar acordado vendo na TV.

20 abril 2007

UMA VIDA GLORIOSA MERECE A ALEGRIA DA GLORIA

Faleceu nesta manhã o Pr.Waldemiro Tymchack, que foi por mais de 20 anos diretor da Junta de Missões Mundiais. É de lamentar, num tempo de poucas referencias morais e espirituais, que um homem de sua envergadura tenha ido para a glória. Entretanto, é lá, na glória que a sua vida gloriosa merece estar.
Pr.Tymchack virará lenda entre os Batistas, virará lenda na obra missionária mundial. Virará lenda entre os pastores que de todo o Brasil encheram a capela do Seminário do Sul para homenageá-lo.
Poucas organizações batistas tinham tanta credibilidade quanta Junta de Missões Mundiais. POucos diretores executivos da denominação tiveram tanto sucesso em suas administrações como o pr. Timchack.
È o céu ficou mais rico ainda, e o mundo mais pobre, ele era um daqueles de quem "o mundo não é digno".
Lá se foi um apaixonado por missões.

09 abril 2007

E agora?

O que fazer quando voce olha para o lado e nao enxerga saída? quando percebe que os amigos que antes eram amigos, sao apenas colegas, distantes, do tipo "mal nos conhecíamos na verdade"? O que fazer quando percebe que as saídas foram bloqueadas e que as margens de segurança foram diminuídas?
Lembre-se, "elevo os meus olhos para os montes e de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que criou os céus e a terra?".
Sabe de uma coisa, quanto mais andamos nesta terra mais nos decepcionamos. Só nao nos decepcionamos com Deus. Ele é sempre amigo, amigo para qualquer hora. Nao finge que não nos conhece, não cria intrigas com nosso nome, não machuca, não julga, nem condena. ELe é justo, isso Ele é.
Por isso na hora do sufoco, procura Ele primeiro. Faz dEle a essência da sua fé. Deixa-O controlar as saídas, jogar as bóias no pretenso naufrágio, mostrar-se como realmente é, maior que nossos dilemas e dramas da vida.
Pense nisso, antes que voce cometa a bobagem de achar que existam pessoas que podem ser melhores do que Ele.

28 março 2007

Tem sido bom demais

Toda a terça estou na casa da Sirley, pregando, orando, rindo, conversando, sendo amigo e abençoando a vida das pessoas. Estou, a propósito sendo ricamente abençoado. Antes que falem mal, e sei que farão, ali é igreja, mas nao é uma igreja...é templo, mas não é um templo, são ovelhas, do Bom Pastor...antes que os "miseráveis da fé" insistam em dizer que sou lobo "roubando" ovelhas, nao preciso disso... nao preciso mesmo.
Ah sim, quem desejar domingo estarei na Central em Ricardo, igreja pastoreada pelo meu amigo Horácio.

Por que?

Por que insistimos em querer ser o que nao somos?
Por que desejamos tanto a aprovação alheia, mesmo que custe a aprovação divina?
Por que fingimos o tempo inteiro, e carregamos máscaras?
Por que temos vergonha de errar, mas nao temos de mentir?
Por que cantamos tanto sobre Deus e conhecemos tao pouco acerca dele?
Por que estamos transformando esta geração numa geração de crentes superficiais?
Por que não conseguimos crescer, mesmo com o tempo passando?
Por que?

20 março 2007

Saudades dos primeiros dias?

Hoje fui ao sepultamento do irmão Joao Botelho,pai do baixista Joao Paulo, o Fofão. Vi ALGUNS amigos que nao v ia ha algum tem po. Nossa! Que saudade, dos retiros, dos passeios, dos namoros, dos congressos, das piadas, brincadeiras, que saudade.
Sabe, muitos cristaos estao v iv en do suas vidas cristas apenas assim, com saudade de um passado distante. E AÍ como foram seus primeiros dias de vida cristã? Pense nisso.

15 março 2007

Eu sei o que é ter fartura, e padecer necessidade!!!

O apóstolo Paulo quem disse isso. Ele naufragou em viagens, sofreu pedradas, perseguições, tudo isso em nome de Deus.
Alguns de nós pensamos que a vida é sempre um mar de rosas. Que ela florescerá todas as manhãs, com o aroma da vida tranquila e com a brisa soprando vagarosamente o rosto.
Nao será sempre assim.
Há pessoas que nao tem descanso...nao tem um momento de alívio na vida, e outras que vivem altos e baixos, e algumas que conseguem experimentar o mel e o fel, nos diversos momentos da vida.
E você? como voce encara a vida?
Está preparado para os dilemas da vida?

Eu sei o que é ter fartura, e padecer necessidade!!!

O apóstolo Paulo quem disse isso. Ele naufragou em viagens, sofreu pedradas, perseguições, tudo isso em nome de Deus.
Alguns de nós pensamos que a vida é sempre um mar de rosas. Que ela florescerá todas as manhãs, com o aroma da vida tranquila e com a brisa soprando vagarosamente o rosto.
Nao será sempre assim.
Há pessoas que nao tem descanso...nao tem um momento de alívio na vida, e outras que vivem altos e baixos, e algumas que conseguem experimentar o mel e o fel, nos diversos momentos da vida.
E você? como voce encara a vida?
Está preparado para os dilemas da vida?

12 março 2007

O que Deus tem para nós, para os próximos dias?

Esta é uma pergunta que tem lugar comum na verborragia evangélica. O que Deus tem para nós, para os próximos dias? Entretanto, embora figure como frase feita em nossos arraiais, muitas de nossas decisoes sao de fato tomadas fora deste círculo de intenção, ou seja, saber o que Deus quer de verdade.
Por isso, que tenho nestes ultimos tempos valorizado cada passo que dou. Não quero me casar antes do tempo, nem depois da hora, não quero trocar meu carro sem que Ele dê Ok, nem quero viajar sem sua autorização.
Tudo isso pode parecer simplista, mas não é. A vida cristã da maioria dos "cristãos", é baseada apenas nas frases de efeito que professam.
Vamos a alguns exemplos:
"Eu sou um vitorioso, em nome de Jesus". Tenho ouvido demais as pessoas falarem isso, e normalmente ouço pessoas que vivem um sentimento de fracasso muito grande, e muito íntimo. A frase, embora seja verdadeira, ou seja, em Cristo somos realmente vitoriosos, muitos nao se sentem vitoriosos, e nao se sentem do Cristo.
"Tá amarrado!". È interessante como as pessoas amarram tudo. Amarram todos. Amarram qualquer coisa, inclusive a si mesmos, em frases que nao tem sentido no mundo espiritual, principalmente quando falada sem fé. Assistia a uma cena de um filme de vampiro, em que este era confrontado pelo adversário com uma cruz. O vampiro riu, destruiu a cruz, e disse: isso só funciona comigo, quando se tem fé. È isso, tem gente se amarrando em dizer "tá amarrado!", mas nao amarra nada, só a si mesmo.
E por aí vao as frases pulverizando, em minha opiniao, a fé consistente que os crentes deveriam ter.
Por fim acho engraçado demais os crentes clamando anjos para descerem para liberarem coisas, para abrirem portas...qualquer dia desses vamos ter o sindicato dos anjos reclamando por excesso de trabalho. Vejo pessoas gostarem mais de anjos do que de Jesus. É bom tomarmos cuidado com isso.
Entao, vai a pergunta outra vez: o que Deus tem para nós para estes dias? Bem, precisamos ser sensíveis a sua voz, precisamos ser sensíveis ao seu mandar, e precisamos vencer duas barreiras que construímos em nós mesmos: orgulho e vaidade.
O orgulho nos impede de dependermos de Deus e a vaidade de voltarmos atrás, quando ja demos um passo errado.
Tem muita gente vivendo debaixo desse mal...e aí como vai saber o melhor para os próximos dias?
Paz e Graça
Pr.Wellison M. Paula
www.wellisonpaula.com

09 março 2007

Um texto do meu amigo Dercinei, que fez 40, também em março

Aos dez e aos quarenta

Se eu soubesse que completar quarenta anos era assim, já teria feito quarenta há mais tempo! E não é porque a Eleonora me provocava dizendo que eu tinha que assumir minha idade real e abandonar minha idade imaginária. E sim porque descobri que ter 40 não carrega qualquer maldição ou crise, pelo contrário, até agora – e já sou quarentão há mais de oito horas! – sinto-me exatamente igual a quando tinha dez anos.

Quando tinha dez anos imagina como eu seria e como o mundo estaria, e desenhava esse admirável mundo novo. Na Era Mesozóica, período jurássico, época superior e idade oxfordiana preferia os desenhos às letras, mas felizmente mudei. E o que restou da minha fase de desenhista foram minhas letras manuscritas tão ruins quanto meus desenhos.

Imaginava 2007 como um futuro distante e que, se chegasse lá, estaria um velho de quarenta anos sentado no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes [?] esperando a morte chegar. Entretanto, graças aos avanços da medicina, eu seria uma mistura de Steve Austin e Buck Rogers, um corpo com partes biônicas viajando através do espaço e, quem sabe, também através do tempo!

Nunca me imaginei casado, e muito menos pai. Até porque não dava para ser um herói nos moldes da Marvel, da DC, dos desenhos animados, dos enlatados americanos e dos filmes preso a esposa e filhos, exceto se a mulher e os filhos também fossem heróis como você. E, como todo mundo sabe, é mais fácil ser um super-herói do que encontrar uma super-heroína disposta a abrir mão de superaventuras para ser superesposa e supermãe de superfilhos.

Achava que só com muita sorte chegaria aos quarenta, já que o mundo ficaria sem petróleo (e donde o ouro negro era extraído seria o inferno!), as corporações controlariam tudo e vigiariam todos, aconteceria a última guerra mundial e Jesus voltaria. Em suma, o mundo chegaria ao seu fim antes de eu chegar aos quarenta.

No fundo tinha certeza que viveria intensamente, morreria rápido e deixaria um belo cadáver. Aos dez anos sabia tudo sobre a vida, entretanto nada sabia sobre o futuro. Hoje sei menos sobre a vida, no entanto sei mais sobre o futuro. Acho que é a lei natural da compensação.

Aos quarenta, já poderia ter concluído meu segundo doutorado (ou o meu primeiro pós-doutorado), e ao invés disso não passei de uma graduação (apesar de ter outras três graduações pela metade e três pós-graduações, tanto em latu quanto em strictu sensu, quase terminadas). Já poderia dominar pelo menos três idiomas, e ao invés disso falo um inglês macarrônico e um espanhol pior que o do Léo Calil. E já poderia estar escrevendo meu décimo livro, e ao invés disso todos os meus livros não passam dos títulos (aliás, sou excelente em títulos).

Já saltei de pára-quedas, já dei perda total em um carro, bati com a cabeça em um mourão de cerca a 40 km por hora, caí de esqui, skate, bicicleta e moto, já transei sem camisinha, bebi e fumei, já levei socos, pontapés e fui atropelado, já fui alvejado, esfaqueado e cirurgiado três vezes entre outras coisas que não estou pronto, não posso ou não quero revelar. É uma surpresa para mim chegar tão bem ao quarenta. Não foi por minha resistência e coragem, foi o irracional favor imerecido de Yahweh que me preservou. A questão é: diante disso tudo, por que não seria feliz?

Vivo o melhor momento da minha vida. Minha profissão é minha vocação, meu trabalho é meu prazer. Não ganho o que gostaria e creio que gostaria sempre mais e nunca ganharia o bastante. Todavia tenho tentado me convencer a cada dia, com relativo sucesso, que dinheiro não é tudo. É verdade que estou fora de forma, mas nada que não possa ser corrigido com força de vontade, remédio, bisturi e milagre.

Meus pais estão vivos e ativos, meus irmãos são meus vizinhos, posso gozar do carinho de queridos irmãos em Cristo e amigos, e a maioria das pessoas que amo ainda não foram estudar a geologia dos campos santos. Não preciso ir embora pra Pasárgada, pois já tenho a mulher que quero na cama que escolhi. E o mais importante é que ela também me quer (no lugar dela, não me quereria nem pintado de ouro e cravejado de diamantes!).

Não tenho compromisso com o erro, por isso me arrependo de um monte de coisas, de palavras a pessoas. Se me fosse dado o privilégio de romper a tessitura do espaço-tempo e voltar, gostaria de mudar... Não, acho que não, acho que não faria mudança alguma, pois teria medo de mudar também meu futuro, quem sou e o que tenho hoje. Pensando bem, se pudesse viajar no tempo, declinaria, estou vivendo o melhor dos meus dias e espero, sinceramente, que não sejam os últimos – sabe aquela melhora que todo doente tem antes de morrer?

Parafraseando Dickens: “Esse é o melhor dos tempos, esse é o pior dos tempos, é a idade da sabedoria, é a idade da imbecilidade, é a época de acreditar, é a época da descrença, é a época da luz, é a época da escuridão”. Espero aproveitar essa maravilhosa ambigüidade que chamamos de vida por mais sessenta anos!

Amplexus et Osculus do seu Pastor
Dercinei Figueiredo Pinto

05 março 2007

SOBRE OS MEUS 40 ANINHOS DE VIDA, NESTE CORPINHO DE 39 que Deus me deu!!!

O que singifica completar 40 anos? Será que é apenas o acúmulo de 4 décadas de vida? Nao, é muito mais. Nestes anos acredito, consegui ver, rever e nao ver a vida sob varios pontos de vista. Consegui acertar algumas vezes, e errar centenas delas. Nestes 40 anos consegui amadurecer, às custas da minha meninice que se negava a me deixar. No curso dos meus 40 anos tive que crescer apanhando, chorando, sofrendo, escolhendo errado, para saber o que escolher depois.
Fiz grandes amigos, decepcionei alguns deles, muitos me feriram, mas o saldo são aqueles que me suportam, que me amam e se preocupam, que invadem suas mentes e coraçoes torcendo para que eu seja um homem melhor.
Nestes 40 anos pude perder muitas coisas, outras me tiraram, e outra deixei de ganhar.
Foi nestes 40 anos que vi a vida, assustadoramente rapida, passar, tomando-me de assalto. Até ontem eu era muito menino, hoje, sou apenas menino.
Mas, o que dizer dos 40 anos da gente. Usando da propaganda da década de 90, os primeiros a gente nunca esquece.
Entrei no "enta". Aguenta, tenta, lenta, gosto de menta, agua benta, frequenta, sedenta, magenta.
Antes de sonhar em fazer 40 pensava que quando la chegasse nao queria mais fazer muita coisa. Pois cheguei nele, desmentindo meus sonhos juvenis, pois agora na verdade desejo fazer muito, muito mais do que fiz até agora.
Confesso que nao sei se estou preparado para enfrentar os proximos anos, com a sabedoria que adquiri até aqui.
Ela me custou cabelo, me custou saúde, me custou noites mal dormidas, angustias na alma. Descarregou lágrimas, desfez sonhos, mas também me impulsionou, como em nenhum outro tempo, a pensar na vida.
Concluo dizendo, que cheguei aqui para ser mais feliz, mais realizado, e mais corajoso.
Tenho medo de ferir mais pessoas, de magoar outras, de encontrar gente falsa. Tenho medo da fé frouxa, da religiosidade medíocre, dos crentes hipócritas e dos papparazis de plantão...mas uma coisa sei, cheguei aos 40, nao foi a toa...foi para ver Deus mais de perto. Se for por pouco tempo aqui, verei aqui e na eternidade, se for por muito tempo aqui será um bom estagio para esta eternidade.
Cheguei aqui, com o desejo imenso de sonhar novos sonhos, como os de um garoto, sem os mesmos impulsos, sem os mesmos erros de avaliacao, sem os mesmos medos...
AOS 40 serao outros...mas aí, espero, a história venha provar, que aquele a quem Deus chamou, nunca desamparou, aquele que Ele nunca desamparou, nunca deixou de usar, e aquele que Ele nunca deixou de usar, se realizou...
Se tiver mais 40 anos, ou seja, chegar aos 80, quero olhar para tras e dizer: Valeu a pena viver, por estes, por aqueles e por Deus...valeu a pena viver. Obrigado pelas homenagens neste dia